– cimat

No passado dia 23 de março, a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) atribuiu ao AquaValor o título de Laboratório Colaborativo (CoLAB) especializado na área temática da Água, passando assim a fazer parte de um grupo restrito de instituições de investigação e transferência de tecnologia a nível nacional a quem foi atribuído o referido título.

Tendo sido fundado no final de 2018, por iniciativa e liderança conjunta da Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega (constituída pelos municípios de Boticas, Chaves, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar), e do Instituto Politécnico de Bragança, o AquaValor é um Centro de Valorização e Transferência de Tecnologia (CVTT) focado na temática da Água e que conta atualmente com 9 colaboradores, dos quais 5 doutorados, encontrando-se em processo de recrutamento de mais 5 recursos humanos altamente qualificados. Sedeado em Chaves e Valpaços, o AquaValor assume-se como um ativo agregador de múltiplas entidades portuguesas e espanholas, pertencentes a setores como o da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, como os setores ligados às águas minerais e à saúde, como os setores do turismo, cosmética, hotelaria e restauração. O objetivo global do AquaValor é dar resposta a necessidades existentes que não estão a ser supridas pelas empresas a atuar no mercado e criar novos canais de transferência e difusão de conhecimento para o tecido económico, e para isso conta com um conjunto de infraestruturas tecnológicas e laboratoriais de topo que se materializam em laboratórios destinados a prestação de serviços e a atividades de I&D, e a instalações totalmente equipadas destinadas a atividades de capacitação. Atualmente o AquaValor tem uma carteira de projetos representativa de um valor angariado superior a 4 milhões de euros, e aguarda ainda resposta a 3 outras candidaturas apresentadas para projetos de I&D&I.

Os Laboratórios Colaborativos têm como objetivo criar, direta e indiretamente, emprego qualificado e emprego científico através da implementação de agendas de investigação e de inovação orientadas para a criação de valor económico e social. Os CoLAB devem responder ao desafio da densificação do território nacional em termos de atividades baseadas em conhecimento, através de uma crescente consolidação de formas de colaboração entre instituições de ciência, tecnologia e ensino superior e o tecido económico e social, designadamente as empresas, o sistema hospitalar e de saúde, as instituições de cultura e as organizações sociais.

No caso do AquaValor, a agenda de Investigação & Inovação estabelecida irá focar 6 grandes áreas: 

1) Tecnologias da Informação e Comunicação

2) Saúde – Hidrogenoma da água mineral natural;

3) Saúde – Bioensaios e bioatividades da água mineral natural;

4) Cosmética;

5) Alimentos e bebidas;

6) Turismo.

A atribuição do título de CoLAB ao AquaValor é vista assim como a condição chave para a implementação de uma estratégia de  funcionamento assente em 5 grandes pilares:

1) mobilização do setor privado e do setor social e cultural no sentido de estes se estabelecerem como membros ativos de uma rede colaborativa que visa estimular a cocriação e a inovação baseada no conhecimento científico;

2) Promoção de emprego qualificado com forte impacto em regiões de baixa densidade populacional e fraco desenvolvimento económico, que irá não só fortalecer o emprego científico, mas também gerar sinergias entre os setores público e privado de forma a incrementar a competitividade e o empreendedorismo;

3) Incrementar a internacionalização de todos aqueles que colaborem com o AquaValor (associados, parceiros, clientes e empresas afins), no sentido de ser possível fomentar novas oportunidades de negócio e de dinamizar os fluxos de exportação e de atração de novos investimentos;

4) Fomentar a exportação de conhecimento científico e soluções tecnológicas desenvolvidas no contexto do AquaValor para outros territórios nacionais e internacionais de baixa densidade;

5) Promover a criação de redes de base científica e tecnológica a nível internacional cuja colaboração e cooperação possa gerar valor acrescentado para o tecido empresarial e, consequentemente, possa promover a sustentabilidade dos territórios de baixa densidade.

A atribuição deste título pela FCT, constitui um passo decisivo para que o AquaValor, que conta com 26 Associados, a Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega, o Instituto Politécnico de Bragança e outras organizações e empresas da região, nacionais e internacionais, possa representar um veículo de base científica e tecnológica para a geração de valor acrescentado num dos principais ativos da região.


Aquavalor disponibiliza câmara frigorífica adequada ao armazenamento da vacina da Pfizer e espaço para vacinação contra a COVID-19 no Alto Tâmega.

Os Municípios do Alto Tâmega – Boticas, Chaves, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar – comprometidos com o esforço nacional no combate à pandemia COVID-19, estão disponíveis para, através da Aquavalor, participada maioritariamente pela Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega (CIMAT) e Instituto Politécnico de Bragança (IPB), suportar eventuais carências logísticas ao nível do armazenamento da vacina da Pfizer.

Uma das características e requisitos de conservação desta vacina traduz-se na necessidade de ter de ser mantida e transportada a uma temperatura de -70ºC. São precisamente as suas condições de armazenamento motivo de grande preocupação para a OMS (Organização Mundial de Saúde), uma vez que nem todos os Países terão capacidade para reunir estas condições em grande escala.

Foi com base nesta dificuldade que a AquaValor – Centro de Valorização e Transferência de Tecnologia da Água, (que tem como sócios maioritários a CIMAT e o IPB), tomou a decisão de disponibilizar à Saúde Pública a utilização de um equipamento de refrigeração capaz de gerar uma temperatura de 86 graus negativos e uma capacidade de armazenamento de 528 litros, características adequadas para o armazenamento da vacina da Pfizer. Simultaneamente e em caso de necessidade, a Aquavalor disponibilizará espaços para que se realize o processo de vacinação aos habitantes do Alto Tâmega.

Recorde-se que a AquaValor atua, essencialmente, em torno da temática da água, nas suas várias vertentes (turismo, agricultura, termas e energia), enquanto valor distintivo/identitário, agregador e potenciador de crescimento económico na região do Alto Tâmega.


O AquaValor – Centro de Valorização e Transferência de Tecnologia da Água realizou esta terça-feira, dia 1 de setembro, nas instalações da Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega (CIMAT), uma sessão de “boas-vindas” aos novos investigadores do Centro.

A iniciarem funções agora no presente mês de setembro, os novos investigadores, foram recebidos na sede da CIMAT, pelo presidente do AquaValor, Fernando Queiroga, pelos vice-presidentes, Orlando Rodrigues (IPB) e Nuno Vaz, pelo primeiro secretário executivo da CIMAT e diretor executivo do AquaValor, Ramiro Gonçalves e pela também diretora executiva, Maria José Alves.

Recorde-se que estas novas contratações surgem no contexto da candidatura ao Concurso NORTE-59-2019-30 que tinha por objetivo dotar o AquaValor de Recursos Humanos Altamente Qualificados e como tal foram criadas 8 vagas de trabalho, recentemente preenchidas por 4 doutores, 3 mestres e 1 licenciado, nas temáticas de Biomedicina, Informática, Engenharia Biológica, Economia, Engenharia Eletrotécnica e de Computadores e Biologia Molecular e Segurança Alimentar.

Catarina Milho, natural do Barreiro, doutorada em Engenharia Química e Biológica e Rafaela Guimarães, do Mogadouro, doutorada em Química, fazem parte do grupo dos 8 investigadores do AquaValor que iniciaram funções e mudaram-se “de armas e bagagens” para o território do Alto Tâmega, neste caso, para a cidade de Chaves.

“Quando a professora Maria José me explicou o que ia ser o projeto fiquei muito entusiasmada e queria mesmo ficar com a posição, e depois quando vi que tinha ficado fiquei mesmo contente. (…) Adorei a sessão de receção. Achei que os envolvidos estavam mesmo interessados em que o projeto fosse para a frente e que seja de longa duração. Querem que sirva de alavanca para trazer mais pessoas à região e mais pessoas com qualificações elevadas. Vamos ter muito trabalho pela frente, mas acho que temos tudo o que é preciso para correr bem.”, referiu Catarina Milho.

Já Rafaela Guimarães salienta uma das características do território do Alto Tâmega e afirma que “é preciso criar estratégias para trazer pessoas para a região e para além de trazer, fixá-las. E quem vem, querer voltar. E o AquaValor vai ser muito importante nisso, bem como nas parcerias que se podem criar em projetos futuros. (…) um dos objetivos é que seja reconhecido como Território da Água e do Bem-estar e nós queremos começar a mudar mentalidades. Por exemplo, não se vai apenas às termas quando se está doente. As pessoas têm de também olhar para estes tratamentos como uma prevenção e melhoria da qualidade de vida. (…) para que o nosso trabalho funcione vai ser necessário a cooperação entre várias entidades, mas o grande objetivo é sermos reconhecidos a nível nacional e internacional e se der certo, a coisa promete!”.

De salientar que a par destas novas contratações outros trabalhos têm vindo a ser desenvolvidos pela associação:

As obras que visam criar infraestruturas para a instalar os diferentes laboratórios, nomeadamente, o Laboratório de  caracterização físico-química e microbiológica de águas minerais naturais devidamente acreditado; o Laboratório de bioensaios de águas minerais; o  Laboratório de desenvolvimento de cosméticos e cosmecêuticos e   Laboratório de desenvolvimento de alimentos funcionais e nutracêuticos que permitirão gerar, transferir, integrar e valorizar conhecimentos científicos e tecnológicos nas empresas, prevê-se que estejam concluídas no final do presente mês de setembro.

A atividade do AquaValor já está em curso no domínio de diversas candidaturas e conta-se que, até final do ano, a instituição comece a prestar serviços às empresas.

Nas instalações do AquaValor, funcionam ainda os Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP) do IPB. Para o ano letivo – 2020/2021 e cujas candidaturas se encontram abertas, vão funcionar em Chaves cinco CTeSP, nomeadamente:  Estética Cosmética e Bem-Estar; Informática; Qualidade e Tratamento de Água e Efluentes; Restauração e Inovação Alimentar e, ainda, Termalismo e Bem-Estar. Já em Valpaços vai abrir o CTeSP em Gestão Agrícola e em Ribeira de Pena o CTeSP em Promoção Turística e Cultural.

Ramiro Gonçalves, referiu-se quanto à importância do AquaValor para a Região do Alto Tâmega, “considerando que o mesmo é sem sobra de dúvidas o projeto dos projetos, ou seja, aquele que maior poder transformacional poderá ter na região, alavancando a partir do conhecimento e da investigação, um dos setores mais identitários do Alto Tâmega. (…) estamos a dar os primeiros passos para o desenvolvimento de uma instituição que pretendemos que tenha reconhecimento nacional e internacional e que sirva de base à constituição de um cluster nesta temática”.


A comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega (CIMAT) vem por este meio comunicar o adiamento das II jornadas dos Recursos Hídricos e Geológicos de Trás-os-Montes, programadas para o dia 20 de março.

Face à epidemia causada pelo novo Coronavírus (COVID-19) e que se constitui como uma Emergência de Saúde Pública de âmbito Internacional, e indo de encontro aos concelhos dados pela Direção-Geral de Saúde (DGS), não estão reunidas as condições para manter as II jornadas dos Recursos Hídricos e Geológicos de Trás-os-Montes, na data prevista para a sua realização. Assim sendo, informamos o adiamento para o dia 5 de junho de 2020.


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