– AdminAquavalor

O AquaValor – Centro de Valorização e Transferência de Tecnologia da Água realizou esta terça-feira, dia 1 de setembro, nas instalações da Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega (CIMAT), uma sessão de “boas-vindas” aos novos investigadores do Centro.

A iniciarem funções agora no presente mês de setembro, os novos investigadores, foram recebidos na sede da CIMAT, pelo presidente do AquaValor, Fernando Queiroga, pelos vice-presidentes, Orlando Rodrigues (IPB) e Nuno Vaz, pelo primeiro secretário executivo da CIMAT e diretor executivo do AquaValor, Ramiro Gonçalves e pela também diretora executiva, Maria José Alves.

Recorde-se que estas novas contratações surgem no contexto da candidatura ao Concurso NORTE-59-2019-30 que tinha por objetivo dotar o AquaValor de Recursos Humanos Altamente Qualificados e como tal foram criadas 8 vagas de trabalho, recentemente preenchidas por 4 doutores, 3 mestres e 1 licenciado, nas temáticas de Biomedicina, Informática, Engenharia Biológica, Economia, Engenharia Eletrotécnica e de Computadores e Biologia Molecular e Segurança Alimentar.

Catarina Milho, natural do Barreiro, doutorada em Engenharia Química e Biológica e Rafaela Guimarães, do Mogadouro, doutorada em Química, fazem parte do grupo dos 8 investigadores do AquaValor que iniciaram funções e mudaram-se “de armas e bagagens” para o território do Alto Tâmega, neste caso, para a cidade de Chaves.

“Quando a professora Maria José me explicou o que ia ser o projeto fiquei muito entusiasmada e queria mesmo ficar com a posição, e depois quando vi que tinha ficado fiquei mesmo contente. (…) Adorei a sessão de receção. Achei que os envolvidos estavam mesmo interessados em que o projeto fosse para a frente e que seja de longa duração. Querem que sirva de alavanca para trazer mais pessoas à região e mais pessoas com qualificações elevadas. Vamos ter muito trabalho pela frente, mas acho que temos tudo o que é preciso para correr bem.”, referiu Catarina Milho.

Já Rafaela Guimarães salienta uma das características do território do Alto Tâmega e afirma que “é preciso criar estratégias para trazer pessoas para a região e para além de trazer, fixá-las. E quem vem, querer voltar. E o AquaValor vai ser muito importante nisso, bem como nas parcerias que se podem criar em projetos futuros. (…) um dos objetivos é que seja reconhecido como Território da Água e do Bem-estar e nós queremos começar a mudar mentalidades. Por exemplo, não se vai apenas às termas quando se está doente. As pessoas têm de também olhar para estes tratamentos como uma prevenção e melhoria da qualidade de vida. (…) para que o nosso trabalho funcione vai ser necessário a cooperação entre várias entidades, mas o grande objetivo é sermos reconhecidos a nível nacional e internacional e se der certo, a coisa promete!”.

De salientar que a par destas novas contratações outros trabalhos têm vindo a ser desenvolvidos pela associação:

As obras que visam criar infraestruturas para a instalar os diferentes laboratórios, nomeadamente, o Laboratório de  caracterização físico-química e microbiológica de águas minerais naturais devidamente acreditado; o Laboratório de bioensaios de águas minerais; o  Laboratório de desenvolvimento de cosméticos e cosmecêuticos e   Laboratório de desenvolvimento de alimentos funcionais e nutracêuticos que permitirão gerar, transferir, integrar e valorizar conhecimentos científicos e tecnológicos nas empresas, prevê-se que estejam concluídas no final do presente mês de setembro.

A atividade do AquaValor já está em curso no domínio de diversas candidaturas e conta-se que, até final do ano, a instituição comece a prestar serviços às empresas.

Nas instalações do AquaValor, funcionam ainda os Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP) do IPB. Para o ano letivo – 2020/2021 e cujas candidaturas se encontram abertas, vão funcionar em Chaves cinco CTeSP, nomeadamente:  Estética Cosmética e Bem-Estar; Informática; Qualidade e Tratamento de Água e Efluentes; Restauração e Inovação Alimentar e, ainda, Termalismo e Bem-Estar. Já em Valpaços vai abrir o CTeSP em Gestão Agrícola e em Ribeira de Pena o CTeSP em Promoção Turística e Cultural.

Ramiro Gonçalves, referiu-se quanto à importância do AquaValor para a Região do Alto Tâmega, “considerando que o mesmo é sem sobra de dúvidas o projeto dos projetos, ou seja, aquele que maior poder transformacional poderá ter na região, alavancando a partir do conhecimento e da investigação, um dos setores mais identitários do Alto Tâmega. (…) estamos a dar os primeiros passos para o desenvolvimento de uma instituição que pretendemos que tenha reconhecimento nacional e internacional e que sirva de base à constituição de um cluster nesta temática”.


Integrado no Plano de Recuperação Económica e Social, no âmbito da pandemia da covid-19, a região do Alto Tâmega poderá constituir-se como um “cluster” de águas termais que agregará locais como Chaves, Vidago, Curia, Pedras Salgadas, Luso, Manteigas, Monchique e São Pedro Sul.

Este Plano propõe um programa de investimento direcionado para o interior que prevê a criação de ‘clusters’ regionais em várias áreas, desde a floresta às ciências biomédicas, numa lógica de descentralização nacional. O objetivo é permitir às economias locais ganhar escala e dinamizar todo o ciclo económico, aproveitando projetos já em desenvolvimento, como é o caso do Projeto AQUAVALOR – Centro de Valorização e Transferência de Tecnologia da Água.

Este Centro de conhecimento inovação e investigação, pretende unir “em torno da água” empresas, municípios e instituições de ensino superior, com o objetivo de dinamizar as águas termais e minerais como produtos âncora para o desenvolvimento regional e de promoção da atividade turística, particularmente em territórios de baixa densidade. Procura o desenvolvimento sustentável, estimulando a criação de emprego qualificado gerador de valor económico e social através de novos produtos, processos e serviços.

A dinâmica do interior do país, poderá ser reforçada com um vasto plano de investimento na ciência, na tecnologia, no conhecimento e nos recursos humanos e de acordo com o Governo, a versão final do plano será apresentada no final do mês, seguindo depois para discussão pública.


O Instituto Politécnico de Bragança definiu a oferta de Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP) para o ano letivo 2020/2021, que irão funcionar no Alto Tâmega. 7 Cursos no total: 6 em Chaves e 1 em Valpaços.

No âmbito do protocolo assinado em 2018, a Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega (CIMAT) e o Instituto Politécnico de Bragança (IPB) continuam a aumentar a oferta formativa com a abertura de sete cursos técnicos superiores profissionais, uma alternativa ao ensino superior regular que tem como objetivo incentivar os jovens a prosseguir com os estudos após o 12º ano.

No próximo ano letivo – 2020/2021 – vão funcionar em Chaves seis CTeSP, nomeadamente:  Estética Cosmética e Bem-EstarInformática; Promoção Turística e Cultural; Qualidade e Tratamento de Água e Efluentes; Restauração e Inovação Alimentar e, ainda, Termalismo e Bem-Estar. Já em Valpaços vai abrir o CTeSP em Gestão Agrícola.

Os Cursos de Chaves serão lecionados na sede do Aquavalor, no edifício do antigo Magistério, e o Curso de Valpaços nas instalações da Casa do Vinho.

Recorde-se que os CTeSP conferem um Diploma de qualificação de nível 5 do Quadro Nacional de Qualificações, têm 120 créditos e a duração de quatro semestres, sendo o último em contexto de trabalho. De referir, também, que os titulares de um Diploma de Técnico Superior Profissional podem prosseguir os estudos de Licenciatura, através de concurso especial de acesso e parte substancial da formação efetuada no CTeSP será creditada na mesma em que o titular seja admitido, posteriormente.

As inscrições podem ser efetivadas, até ao próximo dia 30 de agosto, através do link:


A Ministra da Coesão Territorial, Drª Ana Maria Abrunhosa, reuni-se, no passado dia 16 de junho, com os municípios da região e com a Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega (CIMAT), no sentido de discutir a reprogramação dos programas operacionais regionais do Portugal 2020 que permitirão aos municípios utilizar 13 milhões de euros em diversos projetos, sobretudo relacionados com o ‘pós-covid-19’.

O secretário-geral da CIMAT, Ramiro Gonçalves, explicou que “A Reprogramação 2020 (COVID 19) do PO Norte 2020 visa sobretudo adequar os fundos europeus ainda disponíveis, às prioridades da região no cenário COVID-19. Nesse sentido, parte da dotação que estava adstrita a projetos de eficiência energética nos edifícios da administração local e das medidas de inclusão ativa (CEI/CEI+) vão transitar para investimentos nas escolas, apetrechando-as de infraestruturas tecnológicas e procedendo à remoção das estruturas com amianto ainda existentes. Por outro lado, será utilizado valor atribuído à “Cultura para Todos”, que se destinava à realização de atividades de inclusão através da cultura, a favor dos equipamentos sociais, onde é incluída uma parcela dirigida aos Lares para permitir a sua adaptação às medidas destinadas a prevenir o contágio e conter a propagação da doença. Também nesta reprogramação, com dotações financeiras disponíveis no Apoio ao Emprego do SI2E e das medidas de inclusão ativa (CEI/CEI+) vai ser criado um Plano de Ação designado Transição Digital, de forma a cumprir a perspetiva do Governo, em ter até setembro, equipamentos informáticos para todos os estudantes. Neste âmbito, será ainda criado o instrumento “+CO3SO Investimento” que se destinará ao apoio ao investimento das micro, pequenas e médias empresas com a condição de manterem os seus postos de trabalho.”

Ramiro Gonçalves esclareceu ainda que “Não é dinheiro novo, mas uma reprogramação. O grande objetivo é ajudar a que os municípios e as comunidades intermunicipais aumentem a taxa de execução e redirecionem melhor essas verbas”.

A reunião contou ainda com a presença da Secretária de Estado da Valorização do Interior, Isabel Ferreira, e do secretario de Estado Adjunto e do desenvolvimento regional, Carlos Miguel.


Fundação La Caixa e FCT investem €20 milhões em investigação biomédica, ciências sociais e desenvolvimento do interior.

“A fundação espanhola La Caixa, maior acionista do Grupo CaixaBank, que detém o BPI, e a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), assinaram três protocolos em Lisboa para reforçar a investigação biomédica, as ciências sociais e o apoio a projetos de desenvolvimento no interior do país. O objetivo é o financiamento conjunto, em partes iguais, de projetos de investigação no valor total de 20 milhões de euros através de candidaturas a três concursos: a Iniciativa Ibérica de Investigação e Inovação Biomédica (i4b), a Iniciativa Ibérica de Investigação e Inovação Social (i4s) e o Programa Promove.” in Expresso.

Para saber mais por favor visite o seguinte link:


Designação do projeto| Emprego altamente qualificado nas empresas ou em COLABS – Contratação de Recursos Humanos Altamente Qualificados (PME ou CoLAB)

Código do projeto| NORTE-06-3559-FSE-000201

Objetivo principal| Promover a sustentabilidade e a qualidade do emprego e apoiar a mobilidade laboral

Região de intervenção| NORTE

Entidade beneficiária| AQUAVALOR – Centro de Valorização e Transferência de Tecnologia da Água

Data de aprovação| 23-12-2020

Data de início| 22-04-2021

Data de conclusão| 30-11-2023

Custo total elegível| 434.796,30€

Apoio financeiro da União Europeia| FSE – 369.576,86€

Apoio financeiro público nacional| OE – 65.219,44€

Descrição do Projeto

A AquaValor é um centro de valorização e transferência de tecnologia da água que visa reforçar a investigação, o desenvolvimento tecnológico e a inovação na área das águas minerais naturais, dando resposta a necessidades existentes que não estão a ser supridas pelas empresas a atuar no mercado, e criar novos canais de transferência e difusão de conhecimento para o tecido económico.

Entre as necessidades identificadas como mais prementes inclui-se inexistência de um Laboratório de Análises Físico-Químicas e Microbiológicas acreditado, multidisciplinar e especializado no estudo e na avaliação da qualidade das águas minerais. À sua instalação está inerente a criação de um quadro técnico altamente qualificado, que disponha de capacidade técnica e funcional para dar resposta às necessidades que o setor da água mineral natural apresenta ao nível da validação da qualidade dos recursos base da sua atividade, de um ponto de vista multidisciplinar e baseado em atividades de investigação e inovação.

Esta operação tem por objetivo apoiar a contratação de 5 recursos humanos altamente qualificados, com vista à instalação de competências nucleares para o desenvolvimento de atividades científicas e de transferência e valorização do conhecimento no âmbito do Laboratório de Análises Físico-Químicas e Microbiológicas. Os recursos humanos altamente qualificados enquadram-se nas ações e objetivos previstos o Laboratório de Análises Físico-Químicas e Microbiológicas da AquaValor, em processo de acreditação pela NP EN ISO/IEC 17025:2018. A sua contratação permitirá criar a massa crítica e de apoio necessária ao desenvolvimento de serviços que promoverão a inovação no tecido empresarial regional e nacional, como resposta aos fatores críticos de competitividade identificados, nomeadamente a ausência de um Laboratório acreditado, multidisciplinar e especializado no estudo e na avaliação da qualidade das águas minerais.


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