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No passado dia 9 de outubro, os alunos de doutoramento do AquaValor participaram no LiveWell Talks – Young Researchers and Exploratory Projects, que decorreu na Escola Superior de Hotelaria e Bem-Estar do Instituto Politécnico de Bragança.

Foram cinco os jovens investigadores que levaram a palco os seus trabalhos inovadores:

Ana Rita –“Novel Strategies for Diabetic Foot Ulcers: Harnessing Natural Products for Biosustainable Wound Healing”
Arlindo Cima – “Endogenous resources from the Barroso region: Aromatic and medicinal plants as a valuable source for the development of thermal water-infused bio-based functional beverages with health potential”
Joana Martins – “Redefining the Food Chain Through Sustainable Valorization of Agri-Food By-Products”
Ana Gonçalves –“Nutritional Valorization of Chestnut flour Enriched with chestnut by-products and thermal water”
Eva Fontinha –“From Structure to Function: How Mushroom β-Glucans Shape the Gut Microbiota and Immune Responses”

O nosso reconhecimento vai para todos os alunos pelo trabalho e dedicação demonstrados. Deixamos uma especial felicitação ao Arlindo Cima pela Menção Honrosa de Melhor Comunicação e à Ana Gonçalves pela Comunicação Mais Criativa, um justo reconhecimento da excelência e relevância das suas investigações.

Celebra-se a 11 de outubro, o Dia Europeu do Património Termal, uma data promovida pela European Historic Thermal Towns Association que relembra a riqueza cultural, histórica e terapêutica das águas termais em toda a Europa.

As águas termais são muito mais do que um recurso natural: representam tradição, saúde, bem-estar e constituem um motor de desenvolvimento sustentável para os territórios. Em Portugal, este  património singular e único alia a herança secular do termalismo à inovação científica e tecnológica, reforçando o valor das estâncias termais como destinos de excelência que conjugam cultura, natureza e turismo de saúde num conceito diferenciador e sustentável.

O laboratório Colaborativo AquaValor assume um papel ativo nesta área, promovendo a investigação, inovação e transferência de conhecimento, para garantir a sustentabilidade, proteção das águas termais e potenciar as suas aplicações terapêuticas, agroalimentares, ambientais e económicas.

Entre os projetos que refletem esta missão, o projeto 3Rs – Regenerar, Reformular e Reinventar, incorpora a água termal na vertente agroalimentar, apostando na valorização de culturas alimentares esquecidas e no desenvolvimento de novos produtos saudáveis e sustentáveis. Este projeto demonstra como a ciência aplicada às águas termais pode gerar inovação e impacto económico, social e ambiental.

O CoLAB AquaValor viu recentemente aprovada uma candidatura apresentada ao aviso COMPETE2030-2024-6 – Ações Coletivas – Transferência do conhecimento científico e tecnológico – BioLivingLABS – Bioeconomia ao serviço da sustentabilidade dos territórios do interior, liderada pelo MORE – Laboratório Colaborativo Montanhas de Investigação, Associação, em parceria com o Instituto Politécnico de Bragança, o Instituto Politécnico de Castelo Branco e a Associação Innovplantprotect.

O BioLivingLABS visa promover a valorização económica dos resultados de investigação e desenvolvimento (I&D) obtidos por várias instituições do Norte, Centro e Alentejo. Para isso, criará uma rede de demonstração experimental, os chamados Living Labs, nos polos de inovação de Mirandela, Douro, Covilhã e Elvas. Além disso, serão desenvolvidas ações de demonstração, workshops, um catálogo de inovação do interior e formação sobre proteção de propriedade intelectual com o objetivo de incentivar a incorporação de soluções inovadoras nos setores empresariais dessas regiões.

Com início previsto para outubro, e com uma duração de 24 meses, o projeto conta com um investimento total elegível superior a 740 mil euros financiado pelo COMPETE2030 – Programa Temático Inovação e Transição Digital Para o AquaValor, este projeto é uma oportunidade estratégica para reforçar a sua missão como centro de valorização e transferência de tecnologia, impulsionando a aplicação prática do conhecimento científico para promover o desenvolvimento sustentável.

Esta iniciativa confirma o compromisso do AquaValor com a inovação aberta e sustentável, integrando ciência, tecnologia e desenvolvimento regional para responder aos desafios e potencialidades do interior do país.

O AquaValor assinalou o Dia Internacional do Microrganismo, comemorado a 17 de setembro, com a participação na stream “Conexões (Luso)Microbianas’25 – Conversas de Ciência em Português”, dinamizada pela Universidade de Coimbra em colaboração com a Rede Lusófona de Microbiologia e o Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa, com o apoio da Sociedade Portuguesa de Microbiologia.

Na sua intervenção, o AquaValor apresentou projetos científicos, como o AquaeVitae, OralTherm, Therm4Skin, AquaPred e Inov@lheira, que reforçam a importância da investigação aplicada aos microrganismos em ambientes aquáticos e de termalismo e em outras vertentes como cosmética, saúde e alimentar, centrais para o desenvolvimento regional e nacional.

Projetos inovadores como o AQUAPRED utilizam tecnologias avançadas e inteligência artificial para monitorização e controlo da qualidade das águas mineromedicinais, antecipando riscos microbiológicos e contribuindo para salvaguardar a saúde pública e potenciar os benefícios do termalismo. Esta abordagem científica, alinhada com a missão do AquaValor, valoriza o recurso “água” e o papel dos microrganismos na sua utilização sustentável.

O vídeo apresentado está disponível para todos os interessados em conhecer de perto a investigação desenvolvida:

A participação do AquaValor no “Conexões (Luso)Microbianas’25” reforça o compromisso em promover o conhecimento e a inovação na área da microbiologia e valorização da água, com impacto direto na saúde e na competitividade do setor.

O Laboratório Colaborativo AquaValor viu recentemente aprovadas duas candidaturas no âmbito da 7.ª Edição do Concurso “PROMOVE. O Futuro do Interior”, financiado pelo BPI e Fundação “La Caixa”, que irão contribuir de forma decisiva para o avanço da investigação e desenvolvimento (I&D) aplicada aos recursos hídricos e ao bem-estar da população.

O projeto Tech4Aqua – Solução Inteligente de Monitorização e Controlo da Qualidade da Água em Reservatórios, liderado pelo AquaValor, conta com a parceria do CeDRI – Centro de Investigação em Digitalização e Robótica Inteligente do Instituto Politécnico de Bragança, bem como dos Municípios de Boticas, Chaves e Montalegre. Previsto para decorrer entre setembro de 2025 e agosto de 2028, este projeto irá desenvolver uma solução inovadora para monitorizar e controlar a qualidade da água em tempo real, contribuindo para garantir a sua segurança para consumo humano. Através de sensores avançados, tecnologias sustentáveis e inteligência artificial, a iniciativa permitirá apoiar a gestão hídrica das autarquias e reforçar a segurança pública no acesso a água de qualidade.

Já o projeto HealthBioFit – Impacto da água termal na resposta à atividade física e na microbiota intestinal é liderado pelo Instituto Politécnico de Bragança (IPB), em copromoção com o AquaValor e a Santa Casa da Misericórdia de Valpaços. Com o mesmo período de execução, o HealthBioFit propõe-se desenvolver, implementar e validar um plano inovador e integrado de atividade física e hidropinia, utilizando água termal como recurso central, com vista à promoção do envelhecimento saudável. Para além de valorizar os recursos endógenos da região, o projeto terá grande impacto social, em particular junto de populações mais idosas e vulneráveis, promovendo saúde, bem-estar e qualidade de vida.

Estes projetos constituem um marco relevante para o avanço científico e tecnológico nos domínios da água, do termalismo e da saúde, ao mesmo tempo que reforçam a missão do AquaValor de valorizar os recursos hídricos e promover o desenvolvimento sustentável e inclusivo do Alto Tâmega e Barroso, que se afirma cada vez mais como território de referência em inovação sustentável e valorização de recursos endógenos.

O apoio do programa PROMOVE BPI La Caixa tem sido determinante para impulsionar a I&D em territórios do interior, permitindo que centros como o AquaValor transformem conhecimento científico em soluções concretas que criam valor económico, social e ambiental.

“Decorreu ontem, dia 5 de agosto, no Parque Natureza e Biodiversidade de Boticas, a sessão de encerramento do projeto Barroso GIAHS 4.0 – Ecossistema Digital de Monitorização e Gestão Ambiental do Barroso. Este projeto-piloto inovador, call 2022, financiado pela Fundação “la Caixa”, teve como principal objetivo desenvolver ferramentas digitais para apoiar a preservação e valorização do território do Barroso, classificado como GIAHS – Sistema Importante do Património Agrícola Mundial, pela FAO.

A cerimónia contou com a presença de diversos parceiros, entidades locais, investigadores, técnicos e representantes de diferentes instituições, que ao longo da tarde refletiram sobre os principais resultados do projeto, os desafios atuais e as oportunidades futuras neste território.

Durante a sessão, foram destacados os avanços tecnológicos introduzidos pelo projeto, nomeadamente sistemas de monitorização ambiental, plataformas digitais de gestão territorial e soluções inovadoras de apoio à tomada de decisão para agricultores e gestores do território. Estas ferramentas visam reforçar a sustentabilidade ambiental, económica e cultural da região, sem comprometer a sua identidade ancestral.

Foram ainda partilhadas experiências de trabalho em rede entre os diferentes parceiros e comunidades locais, bem como estratégias para assegurar a continuidade das ações implementadas, reforçando o compromisso com a salvaguarda dos sistemas agrícolas tradicionais.

O encerramento do Barroso GIAHS 4.0 marca o fim de uma etapa e o início de novas oportunidades para consolidação de um modelo de desenvolvimento sustentável assente na inovação, na participação comunitária e na proteção ativa do património agrícola do Barroso.”


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